Aprendendo a perdoar

Olá Irmão, hoje vou falar um pouquinho sobre perdão.
Primeiramente, O que é perdoar?
Eu sempre ouvia falar que perdoar é esquecer o fato, é agir como se ele não houvesse acontecido. Sinceramente eu não acredito nisso!

Vamos ver uma história bíblica sobre perdão muito conhecida, a história de José do Egito.

Onde tudo começou?
José era o 11º filho de Jacó, mas se tornou o seu preferido por ser o primeiro filho dele com Raquel. O amor de Jacó por Raquel era tão grande, que ele trabalhou de graça para Labão, o pai dela, que o trapaceou. Quando Jacó conheceu Raquel, pediu sua mão em casamento, mas Labão exigiu que ele trabalhasse por sete anos sem salários, antes que pudesse se casar. Na noite do casamento, Labão entregou sua filha Léia, e disse que se Jacó quisesse Raquel, teria que trabalhar por mais sete anos, tarefa que foi cumprida por Jacó.

Feitos de José?
Com dedicação, José conquistava seu pai, porém, tanto destaque despertou a antipatia de seus irmãos, que se incomodavam com a atenção que ele recebia. Após ter sonhado que estava no campo amarrando feixes e os feixes amarrados por seus irmãos se curvavam perante o dele, José incomodou novamente a seus irmãos. Em outro sonho, José contou aos familiares que o sol, a lua e as estrelas se curvavam diante dele, o que irritou profundamente a seus irmãos.

Consequência?
Os irmãos de José tramaram sua morte, mas desistiram, e resolveram vendê-lo a um mercador de escravos, José foi parar no Egito, foi vendido para Potifar, que era oficial e capitão da guarda do rei.

Continuando a história…
Novamente, com esforço e dedicação, tornou-se administrador da casa e dos demais escravos de Potifar. Porém, a esposa de Potifar desejou seduzi-lo, mas diante da recusa de José, ela passou a acusá-lo de tentativa de abuso, o que fez com que José fosse preso.
Enquanto esteve preso, José se relacionava com os demais presos, e fez fama de intérprete de sonhos.
Em determinado momento da história, o Faraó teve um sonho em que sete vacas magras comiam sete vacas gordas e permaneciam magras. O Copeiro chefe do Palácio convocou José para que interpretasse o sonho do Faraó, satisfeito com a interpretação de José,Faraó, dá a ele um anel em seu dedo e o nomeia Governador do Egito.

José ordena a construção de celeiros para armazenar os alimentos produzidos nos sete anos de fartura, e nos sete anos seguintes de seca, José passa a vender os alimentos a valores altíssimos para o alto Egito, conquistando assim, riquezas suficientes para comprar quase que a totalidade do território do alto Egito, e entregar a seu Faraó, um território muito maior ao final dos catorze anos.

O reencontro com a família
Durante a seca, que atingia toda a região, Jacó envia seus filhos para comprar mantimento no Egito. Ao chegarem ao Egito, encontram-se com José, mas não o reconhecem, porém José os reconhece, os trata friamente, e especulando sobre suas origens, os acusa de serem espiões. Quando José tem certeza de que são seus irmãos, os mantém presos por três dias, liberando-os para levar comida a seus familiares sob a condição de que um deles permanecesse no Egito, enquanto os demais traziam o irmão mais novo como prova de que não eram espiões.
José porém, mandou entregar os mantimentos comprados por seus irmãos e sem que eles soubessem, mandou também colocar o dinheiro deles de volta em seus pertences. Ao relatarem tudo que havia acontecido a seu pai, temeram, e após muita discussão entre eles, resolveram voltar com Benjamin, o filho mais novo.
Ao chegarem ao Egito, encontraram José e se curvaram a ele, que os questionou sobre a saúde de seu pai. José então, tomado pela emoção ao ver Benjamin, filho de sua mãe, se escondeu para chorar. Depois, durante uma farta refeição, se alegraram.
José porém, mandou plantar novamente dinheiro e bens nos pertences de seus irmãos, e quando eles tinham saído, mandou guardas atrás deles, questionando-os por que pagavam bem com mal. Ao serem levados à presença de José, ele se revelou, dizendo ser ele o irmão que havia sido vendido como escravo. A seus irmãos, disse também que o fato de eles o terem vendido era plano de Deus, e pediu que avisassem a seu pai que ele estava vivo e bem sucedido, e queria vê-lo.

Concluíndo…
Muitas pessoas não perdoariam, como José fez. Não é fácil!
As Escrituras nos ensinam, que a má vontade em perdoar os outros nos retira o perdão divino. Jesus ensinou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mateus 6:14-15).
Para nos prepararmos para perdoar, precisamos lembrar que nós mesmos somos pecadores e necessitados do perdão divino (Romanos 3:23). No caso do cristão, Deus já lhe perdoou uma imensa dívida no momento do batismo.
Mas se libertamos o pecador de sua culpa sem arrependimento, encorajamos ele a repetir novamente o erro.
perdoar não é esquecer o erro, perdão fala de misericórdia, mas não deverá ser confundido com a tolerância e permissão do pecado.
Logo se você perdoa alguém, deve agir de modo a deixar explicito que não aceita que a atitude seja novamente executada.

Só quero lembrar irmãos, que este é o meu ponto de vista e nada impede de você ter uma opinião diferente da minha. Também lembrando que o perdão que falamos nesta sessão é o perdão entre irmãos e não entre nós e Deus que é completamente diferente.

É isso pessoal, faça a escolha de perdoar seus próximo e Deus lhe abençoará.
Forte abraço e a paz do Senhor.

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